Diretoria e Outros

DIRETORIA    Cargo Nome Completo Empresa Diretor Executivo Leonardo Vinícius Azevedo de Souza Master Operações Portuárias LTDA Diretor Administrativo Manoel dos Reis Moreira Filho Cargill Agrícola S/A Diretor Financeiro Antônio Rosivaldo Oliveira da Silva Companhia Docas do Pará   CONSELHO DE SUPERVISÃO   Cargo Nome Completo Representação * Titular Manoel Nascimento de S. Filho Bloco II Suplente Clauber Ângelo Candian Bloco II Titular José Wilson Santos Bloco III Suplente Carlos Roberto Mendonça P. Filho Bloco III Titular Clodoaldo Vasconcelos Silva Bloco III Suplente Waldemar dos Santos Silva Bloco III   COMISSÃO PARITÁRIA    Cargo Nome Completo Representação * Titular Gerson Pimentel Chagas Bloco II Suplente Artur Picanço Guimarães Bloco II Titular Arionaldo de Sousa Braga Bloco III Suplente Adílio da Silva Mancio Bloco III Titular José Vianey Cruz Mota Bloco III Suplente Anildo Ferreira de Sousa Bloco III Titular Odávio Elton Siqueira de Amaral Bloco III Suplente Arildo Augusto de Sousa Bloco III   *  Bloco II – Representante dos Operadores Portuários Bloco III – Representante dos Trabalhadores

Glossário

Segue abaixo glossário de termos usados na área portuária: A ABALROAÇÃO Na terminologia marítima geral, significa qualquer choque entre duas embarcações; ABRATEC Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (www.abratec-terminais.org.br); ACOSTAR Diz-se quando uma embarcação se aproxima de uma costa; navegar junto à costa. Encostar o barco no cais ou em outra embarcação; ADERNAR Ato ou efeito de inclinar uma embarcação para um dos seus bordos, ficando um lado submerso; ADERNAMENTO Diz-se da inclinação de um navio para um dos seus bordos. O mesmo que banda; ADORNAR Diz-se da inclinação do navio a sotavento (SV) pela força do vento ou deslocação de peso; ADUANA O mesmo que alfândega; ADUANEIRO De, ou relativo à aduana ou alfândega. Diz-se do imposto devido pela importação de mercadorias. É o chamado imposto aduaneiro ou alfandegário; ALFÂNDEGA Repartição federal instalada nos portos de entrada no país, onde se depositam mercadorias importadas e se examinam as bagagens de passageiros que estão em trânsito para o exterior ou chegam ao país; AFRETADOR Diz-se daquele que tem a posse de uma embarcação a frete, no sentido de aluguel, no todo ou em parte, com a finalidade de transportar mercadorias, pessoas ou coisas. Não se deve confundir com fretador, que é a pessoa que dá a embarcação a frete. Na maioria das vezes, o fretador é o próprio proprietário; AGENTE MARÍTIMO É a pessoa jurídica que responde por todos os atos originários de um determinado navio. É o representante do armador, que é o dono do navio. O agente marítimo assina termos de responsabilidade e providencia os registros necessários antes da embarcação atracar no porto. O agente responde pelas condições do navio, problemas com a tripulação, acidentes, embarque e desembarque das cargas e emite à Alfândega todas as informações sobre a embarcação; AGENTE DE NAVEGAÇÃO Diz-se daquele que representa legalmente uma empresa de navegação e goza do privilégio para solicitar os vários serviços portuários dentro das diversas modalidades do sistema e de serviços de outra natureza; ÁGUA DE LASTRO Recurso usado pelas embarcações, que por meio de tanques específicos armazenam água para manter a estabilidade de seus navios, adequando estes à disposição das cargas; ÁLCOOL CARBURANTE Combustível alternativo e renovável, que substitui combustíveis fosseis. Os carros movidos a álcool e a mistura de álcool à gasolina reduzem os níveis de poluição ambiental nas grandes cidades; ANCORAGEM Denominam-se os impostos ou taxas pagos pelos navios ou embarcações por motivo de sua estadia ou permanência no ancoradouro; ANCORAR Ação de largar a âncora ao fundo, a fim de manter a embarcação parada; ANTAQ Agência Nacional de Transportes Aquaviários. Foi criada pela Lei n° 10.233, de 5 de junho de 2001. É uma agência reguladora, vinculada ao Ministério dos Transportes. Tem por finalidade regular, supervisionar e fiscalizar as atividades de prestação de serviços de transporte aquaviário e de exploração da infraestrutura portuária e aquaviária, harmonizando os interesses do usuário com os das empresas prestadoras de serviço, preservando o interesse público; ÁREA PRIMÁRIA (Zona Primária) É a área que compreende as faixas internas de portos e aeroportos, recintos alfandegados e locais habilitados na fronteira terrestre, além de outras áreas nas quais são efetuadas operações de carga e descarga de mercadorias, sob controle aduaneiro, procedentes ou destinadas ao exterior. Por recintos alfandegados entendam-se os pátios, armazéns, terminais e outros locais destinados à movimentação e ao depósito de mercadorias; ARMADOR Denomina-se aquele que física ou juridicamente, com recursos próprios, equipa, mantém e explora comercialmente as embarcações mercantis. E a empresa proprietária do navio que tem como objetivo transportar mercadorias; ARMAZÉM ALFANDEGADO Armazém próprio para receber a carga estrangeira; ARRAIS É o mestre de uma embarcação de pequena tonelagem; ARRAIS AMADOR É a pessoa maior de 16 anos, habilitada a conduzir embarcações a vela e a motor, de esporte e recreio, dentro dos limites de determinada baía, enseada, porto, rio ou lagos, conforme determinação legal; ARRENDAMENTO É uma forma de privatização da atividade portuária. A Lei 8630 define o que a autoridade vai poder explorar; ARRUMAÇÃO Modo de arrumar de maneira metódica a carga que vai ser transportada em um navio, o qual obedece a normas especiais contidas na lei comercial. A arrumação é de grande importância para a estabilidade da embarcação e para evitar a ocorrência de avarias; ARRUMADOR Profissional que trabalha fora do navio. Faz a lingada (engate da mercadoria a ser içada pelo guindaste) e também traz os automóveis (que serão embarcados) até o navio; ATRACAÇÃO Ato ou efeito de um navio atracar num porto ou terminal privativo, a fim de realizar a operação de carregamento e descarregamento de mercadoria; AUTARQUIA O serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios para executar as atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada; AUTORIZAÇÃO É concedida aos terminais de uso privativo e a Antaq autoriza a operação fora das áreas organizadas dos portos; AUTORIDADE PORTUÁRIA É a administração de um porto exercida diretamente pela União ou pela entidade concessionária do porto organizado. De acordo com a Lei 8630/93, compete à Administração do Porto, dentro dos limites da área do porto, entre outros: pré-qualificar os operadores portuários; fixar os valores e arrecadar a tarifa portuária; fiscalizar a execução ou executar as obras de construção, reforma, ampliação, melhoramento e conservação das instalações portuárias, e estabelecer o horário de funcionamento no porto, bem como as jornadas de trabalho no cais de uso público; AVARIA Prejuízos e danos causados aos navios e mercadorias, por violência, choque ou outras causas diversas; B BACIA DE EVOLUÇÃO Área fronteiriça às instalações de acostagem, reservada para as evoluções necessárias às operações de atracação e desatracação dos navios no porto; BAÍA Acidente geográfico ou qualquer lugar côncavo do litoral onde se possa aportar. É de grande significação na organização e instalação de um porto. BALANÇA COMERCIAL Resultado das exportações e importações realizadas por um país. Quando as exportações são maiores que as importações registra-se um superávit na balança. O contrário significa déficit. BALDEAÇÃO Refere-se à transferência de mercadorias de um navio para outro, podendo utilizar ou não embarcações auxiliares. BALSA Embarcação utilizada em rios e canais para o transporte de veículos e pessoas. BARCAÇAS Embarcação, geralmente de madeira, podendo possuir ou não cobertura dotada de velas e empregada para o transporte de cargas que se destinam aos navios ancorados no porto ou ainda a regiões costeiras; pode ser movida a vela ou a vapor. O mesmo que alvarenga, batelão e chata. Batimetria Determinação do relevo do fundo de uma área oceânica e a representação gráfica deste relevo. BENCHMARK Termo utilizado no mercado financeiro para determinar um índice que servirá como parâmetro para comparação de investimentos . Um fundo de ações, por exemplo, pode ter o Ibovespa como benchmark. BENCHMARKING É a busca das melhores práticas na indústria que conduzem ao desempenho superior. O benchmarking é visto como um processo positivo e pró-ativo por meio do qual uma empresa examina como outra realiza uma função específica a fim de melhorar como realizar a mesma ou uma função semelhante. É um processo gerencial permanente, que requer atualização constante a coleta e análise cuidadosa daquilo que há de melhor externamente em práticas e desempenho para as funções de tomada de decisões e de comunicações em todos os níveis da empresa. BERÇO Ponto de atracação das embarcações no cais. BLOCAGEM OU BLOCK STACKING Empilhamento simples sem uso de porta-paletes, no qual os paletes são empilhados diretamente no chão. BLOCO Categoria profissional, cuja tarefa consiste em realizar a “peação”, “despeação”, amarração de cargas, separação de seus lotes, acomodação das redes, amarração de cargas e outros serviços auxiliares, com exceção da colocação, em terra, de “sapatas”, em contêineres. BÓIA Caixa oca e flutuante, presa ao fundo do mar, cujo interior geralmente é em compartimentos estanques, oferecendo ao conjunto a necessária rigidez e garantia de flutuabilidade. De acordo com a sua função, diz-se bóia de balizamento ou bóia de amarração. BOLSA DE MARCADORIAS DE CHICAGO Chicago Board of Trade, responsável pela cotação e comercialização de commodities. BOMBORDO Lado esquerdo do navio. BOW THRUST Equipamento de um navio que dispensa o uso de rebocadores na atracação BOX SHAPPED Diz-se dos porões de certos navios, notadamente os multipurpouse (multipropósito), que tem capacidade para transportar quase todos os tipos de cargas. BREAK BULK Expressão do transporte marítimo que significa o transporte de carga solta ou fracionadas. BULK CARGO Carga à granel, ou seja, sem embalagem. BULK CARRIER Navio graneleiro, próprio para o transporte de cargas à granel. BULK CONTAINER Navio conteineiro, próprio para o transporte de cargas à granel. BULK STORAGE Estocagem à granel. BUSCHEL Medida que equivale a 27,21 kg. BÚSSOLA Instrumento de orientação da navegação marítima ou aérea, que aponta permanentemente para o norte magnético, auxiliando o navegador a manter o rumo da embarcação. C CABEÇO Coluna de ferro de altura reduzida encravada à beira do cais ou junto à borda de uma embarcação para nela se amarrar as cordas que mantêm o navio atracado, junto ao cais. CABOTAGEM Navegação doméstica (pela costa do país). CÁBREA Tipo de pau-de-carga com grande capacidade de carga. Denomina também os guindastes flutuantes. CAIS Parte do porto onde atracam as embarcações. CALADO Profundidade em que cada navio está submerso na água. Tecnicamente é a distância da lâmina de água até a quilha do navio. CANAL DE ACESSO Canal que liga o alto-mar com as instalações portuárias, podendo ser natural ou artificial. CARGA FRIGORIFICADA É a carga que necessita ser refrigerada para conservar as qualidades essenciais do produto durante o transporte, tais como frutas frescas e carnes. CARGA GERAL É a carga embarcada e transportada com acondicionamento (embalagem de transporte ou unitização), com marca de identificação e contagem de unidades. Pode ser solta (sacarias, fardos, caixas de papelão e madeira, engradados, tambores, etc) ou unitizada (agrupamento de vários itens, distintos ou não, em unidades de transporte). CARGA À GRANEL Também denominada de granéis, é aquela que não é acondicionada em qualquer tipo de embalagem. Os granéis são cargas que necessitam ser individualizadas, subdividindo-se em granéis sólidos e graneis líquidos. São graneis sólidos: os minérios de ferro, manganês, bauxita, carvão, sal, trigo, soja, fertilizantes, etc. São granéis líquidos: o petróleo e seus subprodutos, óleos vegetais, etc. CANAL DO PANAMÁ Canal artificial de aproximadamente 51 milhas de extensão, pelo qual os navios vindos do Atlântico ou Mar do Caribe atingem o Oceano Pacífico ou vice-versa. Têm acesso ao Canal navios com as seguintes dimensões máximas: Comprimento 294,1m; Largura 32,3m; Calado 12m; Calado Aéreo 57,91m(medida entre linha d’água e ponto de altura máxima do navio). CAP Conselho de Autoridade Portuária. Atua, juntamente com as Autoridades Portuárias, nas questões de desenvolvimento da atividade, promoção da competição, proteção do meio ambiente e de formação dos preços dos serviços portuários e seu desempenho. Essa função reguladora dos CAPs passou a ser exercida com a Lei n° 8.630/93. CAPATAZIA É o serviço utilizado geralmente em portos e estações/terminais ferroviários, onde profissionais autônomos, ligados a sindicatos ou de empresas particulares, executam o trabalho de carregamento/ descarregamento, movimentação e armazenagem de cargas. CARGA PERIGOSA É a carga que, em virtude de sua natureza, pode provocar acidentes, danificando outras cargas ou os meios de transporte e colocando em risco as pessoas que a manipulam. Podem ser explosivos, gases, líquidos inflamáveis, sólidos inflamáveis e semelhantes, substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos, substâncias tóxicas (venenosas) e substâncias infectantes, materiais radioativos, corrosivos e variedades de substâncias perigosas diversas. CARGUEIRO O mesmo que navio de carga. CARTA NÁUTICA Representação gráfica das principais características de determinado trecho do mar, contendo o desenho do perfil da costa e de seus acidentes. CAPITANIA DOS PORTOS Órgão subordinado à Diretoria de Portos e Costas, do Ministério da Marinha do Brasil, competindo-lhe a regulamentação de assuntos referentes à navegação, pesca, praias etc., com base no Regulamento do Tráfego Marítimo e nas convenções internacionais firmadas pelo país. CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Comissão composta por representantes do empregador e dos empregados e tem como missão a preservação da saúde e da integridade física dos trabalhadores e de todos aqueles que interagem com a empresa. CLINTAGEM Sistema pelo qual vários volumes são presos por meio de cintas, arames ou fitas, formando uma unidade de carga. Usada para tábuas de madeira, de compensado, fardos, amarrados, etc. COMMODITIES Qualquer bem em estado bruto, geralmente de origem agropecuária ou de extração mineral ou vegetal, produzido em larga escala mundial e com características físicas homogêneas, seja qual for a sua origem, geralmente destinado ao comércio externo. COMPANHIA DOCAS Companhias vinculadas ao governo federal por meio do Ministério dos Transportes para gestão dos portos ainda vinculados ao governo. COMPLEXO SOJA Entende-se pelo complexo o grão, o farelo e o óleo de soja. CONCESSÃO Regulamentada pela LEI Nº 8.987,de 13 de fevereiro de 1995, que dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no art. 175 da Constituição Federal. O Poder concedente (União) outorga a exploração econômica do porto ao estado ou município por tempo determinado podendo ser renovável. Toda concessão ou permissão pressupõe a prestação de serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários, conforme estabelecido na lei, nas normas pertinentes e no respectivo contrato. CONFERENTE Profissional responsável pela verificação de uma conta, de mercadorias, dinheiro e outros valores no navio. CONPORTOS A Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis foi criada pelo Decreto 1.507 de 30 de maio 1995, alterado pelo Decreto 1.972 de 30 de julho de 1996. A Conportos é composta pelo Ministério da Justiça, Ministério da Defesa, representado pelo Comando da Marinha, Ministério da Fazenda, Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério dos Transportes. A Conportos conta em sua estrutura com 21 Comissões Estaduais de Segurança Pública nos Portos Terminais e Vias Navegáveis – CESPORTOS. CONSERTADOR Profissional responsável pelo conserto da carga avariada dentro ou fora do navio. CONTÊINER Acessório de embalagem, caracterizando-se por ser um contentor, grande caixa ou recipiente metálico no qual uma mercadoria é colocada (estufada ou ovada), após o que o mesmo é fechado sob lacre (lacrado) e transportado no porão e/ou convés de um navio para ser aberto (desovado) no porto ou local de destino. Os tipos mais comuns são: Contêiner comum – carga geral diversificadas (mixed general cargo), saco com café (coffee bags); Contêiner tanque – produtos líquidos; Contêiner teto aberto (open top) – trigo, cimento; Contêiner frigorífico – produtos perecíveis; Contêiner para automóveis – automóveis; Contêiner flexível – Também conhecido como big bag, consiste em um saco resistente utilizado para acondicionamento de granéis sólidos; Contêiner flat rack – tipo de contêiner aberto, possuindo apenas paredes frontais, usado para cargas compridas ou de forma irregular, às quais, de outro modo, teriam de ser transportadas soltas em navios convencionais. São reutilizáveis e possuem quatro tamanhos principais de 30, 25, 20 e 10 toneladas. CONVÉS Estrutura que subdivide horizontalmente a embarcação. 2. O mais alto pavimento contínuo de uma embarcação, que se estende de popa a proa e de um bordo a outro. É também chamado de convés principal. Também conhecido como pavimento. CORREDOR DE EXPORTAÇÃO O Corredor de Exportação é composto por um conglomerado de silos horizontais e verticais, correias transportadoras, ship loaders, entre outros, dentro de áreas e retroáreas do porto. CORTINA Muro que resguarda o cais, à beira do mar. D DALA (correia transportadora) Prancha larga para operações de carga e descarga de mercadorias ou a condução dos despejos dos navios. DA9 É uma sigla utilizada na área portuária para referir-se a listagem dos trabalhadores escalados pelo OGMO. DEFENSA Estrutura fixa ao cais utilizadas para absorver o impacto do navio. DELEGAÇÃO Regulamentada pela Lei nº 9.277, de 10 de maio de 1996, que autoriza a União a delegar aos municípios, estados da Federação e ao Distrito Federal a administração e exploração de rodovias e portos federais. Fica a União, por intermédio do Ministério dos Transportes, autorizada a delegar, pelo prazo de até vinte e cinco anos, prorrogáveis por até mais vinte e cinco, aos municípios, estados da Federação ou ao Distrito Federal, ou a consórcio entre eles, a administração de portos sob sua responsabilidade ou sob a responsabilidade das empresas por ela direta ou indiretamente controladas. A delegação será formalizada mediante convênio.A administração portuária representa os interesses federais, prestando contas ao delegante. A receita obtida através das tarifas portuárias deverão ser aplicadas em obras complementares, no melhoramento, na ampliação de capacidade, na conservação e na sinalização da rodovia em que for cobrada e nos trechos rodoviários que lhe dão acesso ou nos portos que lhe derem origem. DEMURRAGE Sobreestadia. Multa determinada em contrato, a ser paga pelo contratante de um navio, quando este demora mais do que o acordado em contrato nos portos de embarque ou de descarga. DESEMBARAÇO Ato ou efeito de legalmente retirar as cargas ou fazer sair os passageiros de uma embarcação ou qualquer outro veículo. DESPACHANTE Agente que trata do desembaraço das mercadorias junto aos órgãos alfandegários. DIOXINA A dioxina é produzida principalmente ao se queimar produtos químicos, como lixo plástico, borracha, pneus, pellets de carbono, solventes ou defensivos agrícolas, e podem também ser produzidas por reação química ou pelo calor. A dioxina é considerada hoje a mais violenta substância criada pelo homem, com seu grau de periculosidade ultrapassando o urânio e o plutônio. DIQUE Compartimento escavado junto a portos, à beira do mar, próprio para receber embarcações que necessitam de limpeza ou reparação. 2. Construção destinada a represar águas correntes. DOLFIN Estrutura portuária situada em local de maior profundidade, com dimensões capazes de receber embarcações. Tal estrutura é independente da linha do cais, que pode ser ou não dotada de plataforma de comprimento variável e, em geral, possui equipamentos. DUTO Tubulação que tem por finalidade conduzir vários tipos de granéis sólidos, líquidos ou gasosos: mineroduto – quando transporta minérios; oleoduto – quando transporta óleo; gasoduto – quando transporta gás. DRAFT Calado, a distância graduada em metros ou pés. Medida da quilha do navio à linha d’água observada no momento de sua leitura. 2 – capacidade de imersão do casco do navio. DRAGA Embarcação apropriada que serve para limpar o fundo dos rios, mares, lagos etc., de depósitos, entulhos, lama, lodo, etc, em águas pouco profundas, ou para extrair quaisquer objetos que tenham submergido. DRAGAGEM Serviço de escavação nos canais de acesso e áreas de atracação dos portos para manutenção (paga com recursos próprios) ou aumento da profundidade (paga com recursos federais). E EADI Estação Aduaneira Interior. Recinto alfandegado secundário, de uso público, implantada em regiões estratégicas do país, com intuito de descongestionar as zonas primárias (Portos, Aeroportos e Fronteiras). Eclusas Repartimento em rio ou canal, com portas em cada extremidade, usado para elevar ou descer embarcações de um nível de água a outro, a fim de facilitar-lhe ou mesmo possibilitar-lhe o acesso a determinados lugares. EMBARCAÇÃO Qualquer construção que se destina à navegação marítima, fluvial ou lacustre. A embarcação é um navio, barco ou qualquer flutuante destinado à navegação. ENTREPOSTO ADUANEIRO Do francês entrepot, indica mais propriamente o armazém onde se depositam as mercadorias em trânsito, baldeadas ou que vão ser reexportadas. ENSACADOR Profissional que trabalha na retroárea (fora da área primária), movimentando as mercadorias dentro dos armazéns. EPC Equipamento de Proteção Coletiva EPI Equipamento de Proteção Individual. ESCALA Diz-se da parada temporária de um navio durante uma viagem, a fim de efetuar embarque de passageiros ou operações diversas. ESCOLA NAVAL Órgão de ensino naval, pertencente à Marinha de Guerra, destinado a preparar oficiais para a armada. ESCOTILHA São aberturas nos conveses, por onde as cargas são arriadas e içadas. São as “tampas” dos porões. Geralmente, numera-se os porões de proa para popa. Assim porão nº 1 é o mais à proa, sendo seguido pelo porão nº 2, e assim por diante. ESTALEIRO Lugar onde constroem-se ou consertam-se embarcações. ESTIBORDO Lado direito do navio. ESTIVA Todo o fundo interno de um navio, da proa à popa; a primeira camada de carga que se coloca em um navio, geralmente, a mais pesada; contrapeso que se põe no navio para equilibrá-lo e não descair para o lado mais carregado.2. O serviço de movimentação de mercadoria entre o porão do navio e o convés, e vice-versa. Tal serviço é realizado por profissional pertencente ao Sindicato dos Estivadores. ESTIVADOR Profissional que trabalha na carga e descarga de navios; o que dirige a carga e a descarga de navios por conta própria ou de casa comercial. ESTRADO ou “PALETE” Acessório de embalagem constituindo-se em tabuleiro de madeira, metal, plástico ou outro material, com forma adequada para ser usada por empilhadeira ou guindaste. ETA Expressão do transporte marítimo, que significa dia da atracação (chegada). ETS ou ETD Expressão do transporte marítimo, que significa dia da saída (zarpar). ESTUFAGEM Ato de carregar os contêineres coma mercadoria a ser exportada. EXPURGAR É o desconto na produtividade. Desobrigação de cumprimento da movimentação mínima. Ocorre quando chove, há greve, quebra algum equipamento do porto ou há falta de energia. F Faina Designa um tipo específico de movimentação de carga. FAIXA DO CAIS Denomina-se o local adequado para receber a atracação de uma embarcação. FCL Full Container Load ou Contêiner Completo. FCR Forwarder Certificate of Receipt ou Certificado de Recebimento do Agente de Transportes. FEEDER Serviço marítimo de alimentação do porto hub ou de distribuição das cargas nele concentradas. O termo feeder também pode se referir a um porto secundário (alimentador ou distribuidor) em determinada rota. Cabe salientar que um porto pode ser hub para determinadas rotas de navegação e feeder para outras. FEEDER SHIP Navios de abastecimento. FERTILIZANTES Fertilizantes ou adubos são compostos químicos que visam suprir as deficiências em substâncias vitais à sobrevivência dos vegetais. São aplicados na agricultura com o intuito de melhorar a produção. FEU Forty-foot equivalent unit. Nome dado a um contêiner de 40 pés. FORMIGAS Trabalhador informal que varre resto de cargas dos vagões de trens, de caminhões e da beira das estradas. De maneira lícita ou ilícita, utilizam-se deste material para sobreviver, revendendo para atravessadores. FRETAMENTO Contrato segundo o qual o fretador cede a embarcação a um terceiro (afretador). Poderá ser por viagem (Voyage Charter Party – VCP), por tempo (Time Charter Party – TCP) ou visando a uma partida de mercadoria envolvendo vários navios (Contract Of Afreightment – COA ). O fretamento a casco nu envolve não só a cessão dos espaços de carga do navio mas, também, a própria armação do navio, em que o cessionário será o empregador da tripulação. FUNDEAR Ancorar, manobra de lançar uma âncora ao fundo, para com ela manter o navio seguro por meio de sua amarra. 2. Surgir num porto ou baía. G GARGALO OU BOTTLENECK Instalação, função, departamento ou recurso que impede a produção, pois sua capacidade é inferior ou idêntica à demanda. GRAB Tipo de movimentação de carga utilizadas para carregar e descarregar cargas a granel GRANEL LÍQUIDO Todo líquido transportado diretamente nos porões do navio, sem embalagem e em grandes quantidades, e que é movimentado por dutos por meio de bombas. Ex.: álcool, gasolina, suco de laranja, melaço, etc. GRANEL SÓLIDO Todo sólido fragmentado ou grão vegetal transportado diretamente nos porões do navio, sem embalagem e em grandes quantidades, e que é movimentado por transportadores automáticos, tipo pneumático ou de arraste e similares ou aparelhos mecânicos, tais como eletroimã ou caçamba automática. Ex.: carvão, sal, trigo em grão, minério de ferro, etc. GRANEL Carga quase sempre homogênea, não embalada, carregada diretamente nos porões dos navios. Ela é subdividida em granel sólido e granel líquido. H HARBOR CRANE Guindastes móveis sobre pneus para movimentação de cargas. HINTERLAND OU HINTERLÂNDIA É o potencial gerador de cargas do porto ou sua área de influência terrestre. HUB PORT Porto de transbordo, aquele porto concentrador de cargas e de linhas de navegação. HYPRO Farelo de soja de alta proteína. I INTERFACE Denominação dada ao contato entre duas modalidades de transporte (rodovia-ferrovia). Diz-se que a interligação dos sistemas de transportes é feita nos interfaces e terminais. ISPS CODE O Código Internacional para Segurança de Navios e Instalações Portuárias(ISPS Code, na sigla em inglês), é uma norma internacional de segurança para controle de acessos e monitoramento. As medidas foram adotadas depois dos atentados de 11 de setembro em Nova York. Por exigência dos Estados Unidos, os portos do mundo todo tiveram que adotar medias especiais de segurança mais rígidas.No Brasil, as inspeções dos terminais e a concessões dos certificados são responsabilidade da Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos), seguindo o código internacional passado pela Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês). L LARGO Mar alto. Toda porção de mar que está fora da vista da terra. Diz-se que uma embarcação nessa situação está ao largo. LASTRO Qualquer corpo pesado posto no fundo ou no porão do barco para aumentar-lhe a estabilidade. O lastro pode ser de água, areia, cascalho ou ferro. No Nordeste brasileiro, conjunto de paus que forma o corpo das jangadas. LAYDAY OU LAYTIME Estadia do navio no porto, que significa período previsto para acontecer a operação (atracar, carregar e zarpar). LÉGUA MARÍTIMA Antiga medida náutica, equivalente a 5.555,5 metros e que corresponde à vigésima parte do grande meridiano terrestre. LEI 8.630 Lei n.º 8.630, de 25 de fevereiro de 1993. Ficou conhecida como lei dos portos. Trouxe uma profunda reformulação nos conceitos postos em prática na vida portuária brasileira, notadamente no que diz respeito à exploração das instalações portuárias, à prestação dos serviços portuários, às relações capital-trabalho no trabalho portuário, à Administração Portuária e à participação do Estado na atividade portuária. LINGADA Amarrado de mercadorias correspondentes à porção a ser içada por guindaste ou pau-de-carga. LOGÍSTICA É o processo de planejar, executar e controlar eficientemente, a custo correto, o transporte, movimentação e amazenagem de produtos dentro e fora das empresas, garantindo a integridade e os prazos de entrega dos produtos aos usuários e clientes. LONGO CURSO Diz-se da navegação que proporciona contato entre países. Por isso, costuma-se dizer: mercadorias de longo curso, tarifas de longo curso, transporte de longo curso, etc. M MARÉ Movimento periódico de elevação e queda do nível das águas do mar, gerado sobretudo pela atração do sol e, principalmente, da luz (que, por estar mais perto da Terra, exerce mais que o dobro da atração do sol, embora tenha uma massa incomparavelmente menor que a do astro. Durante um dia lunar (24 horas e cinqüenta minutos), há duas marés altas e duas baixas e o horário em que ocorrem varia segundo a passagem da lua pelo meridiano correspondente, o que em geral ocorre cerca de cinqüenta minutos mais tarde a cada dia. MARINHA MERCANTE Diz-se da totalidade de navios particulares a serviço do comércio internacional ou de um só país. MHC Da sigla em inglês Mobile Harbour Crane. É um guindaste móvel utilizado para a movimentação de contêineres. MILHA A milha marítima é a unidade de distância equivalente ao comprimento de um arco de um minuto do meridiano terrestre. Seu valor, com ligeiro arredondamento, foi fixado em 1.852 metros pela Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar. MODAIS São os tipos/meios de transporte existentes. São eles ferroviário (feito por ferrovias), rodoviário (feito por rodovias), hidroviário (feito pela água), dutoviário (feito pelos dutos) e aeroviário (feito de forma aérea). MOEGA Denominação dada a uma instalação portuária especialmente aparelhada para a movimentação de determinados graneis sólidos. A moega tem um formato próprio para receber e destinar graneis sólidos às correias transportadoras, vagões ou caminhões. MOVIMENTAÇÃO Tonelagem de carga que o operador portuário movimenta nos navios que chegam e saem do porto. N NAVEGAÇÃO DE APOIO MARÍTIMO É a realizada para o apoio logístico a embarcações e instalações em águas territoriais nacionais e na Zona Econômica, que atuem nas atividades de pesquisa e lavra de minerais e hidrocarbonetos. NAVEGAÇÃO DE APOIO PORTUÁRIO Realizada exclusivamente nos portos e terminais aquaviários, para atendimento a embarcações e instalações portuárias. NAVEGAÇÃO DE CABOTAGEM É aquela realizada entre os portos ou pontos do mesmo continente, utilizando a via marítima ou estas e as vias navegáveis interiores. NAVEGAÇÃO INTERIOR É aquela realizada em hidrovias interiores, em percurso nacional ou internacional. NAVEGAÇÃO DE LONGO CURSO Navegação realizada entre portos brasileiros e estrangeiros. NAVIO ANUNCIADO Anúncio feito pelo armador ou pelo agente do navio com a previsão de chegada da embarcação ao porto de destino. NAVIOS AEROVIÁRIO OU PORTA-AVIÕES São os navios utilizados pelas Forças Armadas (Marinha) para o transporte de aviões, até a zona principal de atuação dos mesmos. Servem como uma base móvel de operação, inclusive com pista de pousos e decolagens. NAVIOS DE CARGA GERAL São os navios que transportam vários tipos de cargas, geralmente em pequenos lotes – sacarias, caixas, veículos encaixotados ou sobre rodas, bobinas de papel de imprensa, vergalhões, barris, barricas, etc. Tem aberturas retangulares no convés principal e cobertas de carga chamadas escotilhas de carga, por onde a carga é embarcada para ser estivada nas cobertas e porões. A carga é içada ou arriada do cais para bordo ou vice-versa pelo equipamento do navio (paus de carga e ou guindastes) ou pelo existente no porto. NAVIOS GASEIROS São os navios destinados ao transporte de gases liquefeitos. Se caracterizam por apresentarem acima do convés principal tanques típicos de formato arredondado. NAVIOS GRANELEIROS São os navios destinados ao transporte de grandes quantidades de carga a granel: milho, trigo, soja, minério de ferro, etc. Se caracterizam por longo convés principal onde o único destaque são os porões. NAVIOS DE OPERAÇÃO POR ROLAMENTO (ROLL-ON ROLL-OFF/RO-RO) São os navios em que a carga entra e sai dos porões e cobertas, na horizontal ou quase horizontal, geralmente sobre rodas (automóveis, ônibus, caminhões) ou sobre veículos (geralmente carretas, trailers, estrados volantes, etc.). Existem vários tipos de RoRos, como os porta- carros, porta-carretas, multi-propósitos, etc., todos se caracterizando pela grande altura do costado e pela rampa na parte de ré da embarcação. NAVIOS ORE-OIL São os navios de carga combinada, ou seja, transportam minério e petróleo. NAVIOS DE PASSAGEIROS São os navios que tem a finalidade única de transportar pessoas e suas bagagens. Pode ser para viagens normais como para cruzeiros turísticos.Possuem uma estrutura voltada ao lazer, como restaurantes de luxo, cassinos, bares, cinema, boite, lojas, piscina, salão de jogos e ginástica, etc. NAVIOS PORTA – CONTÊINERES São os navios semelhantes aos navios de carga geral mas normalmente não possuem além de um ou dois mastros simples sem paus de carga. As escotilhas de carga abrangem praticamente toda a área do convés e são providas de guias para encaixar os contêiners nos porões. Alguns desses navios apresentam guindastes especiais. NAVIO PROGRAMADO Navio que já consta na programação do Departamento de Operações e está apto para a atracação, inclusive com documentação checada. NAVIOS QUÍMICOS São os navios parecidos com os gaseiros, transportando cargas químicas especiais, tais como: enxofre líquido, ácido fosfórico, soda cáustica, etc. NAVIOS REBOCADORES São os navios utilizados para puxar, empurrar e manobrar todos os tipos de navios. Geralmente utilizados para manobras de grandes navios na zona portuária e canais de acesso aos portos. Pode também socorrer navios em alto-mar, rebocando-os para zonas seguras; e puxar navios encalhados em bancos de areia. Apesar de pequenos, possuem grande potência de motor. NAVIOS TANQUES São os navios para transporte de petróleo bruto e produtos refinados (álcool, gasolina, diesel, querosene, etc.). Se caracterizam por sua superestrutura a ré e longo convés principal quase sempre tendo à meia nau uma ponte que vai desde a superestrutura até a proa. Essa ponte é uma precaução para a segurança do pessoal, pois os navios tanques carregados passam a ter uma pequena borda livre, fazendo com que no mar seu convés seja “lavado” com frequência pelas ondas. NEGÓCIOS SPOT O termo “spot” é usado nas bolsas de mercadorias para se referir a negócios realizados com pagamento à vista e pronta entrega da mercadoria, em oposição aos mercado futuros e a termo. A entrega não significa entrega física, mas sim a entrega de determinado montante de dinheiro correspondente à quantidade de mercadoria negociada. NM Nautic Mile ou Milha Marítima. É uma unidade de medida de comprimento ou distância, equivalente a 1852m. NÓ Medida de velocidade correspondente a uma milha por hora (1.852 metros/hora). NVOCC O NVOCC (non-vessel-operating common carrier) é um Operador de Transporte, não Armador, que emite conhecimento de embarque próprio e que trabalha na exportação para um país, atendendo aos embarcadores de pequenos volumes. O OGMO Órgão Gestor de Mão-de-Obra. Sua instituição em cada porto organizado é obrigatória, de acordo com a Lei 8.630. Responsável por administrar e regular a mão-de-obra portuária, garantindo ao trabalhador acesso regular ao trabalho e remuneração estável, além disso, promove o treinamento multifuncional, a habilitação profissional e a seleção dos trabalhadores. As despesas com a sua manutenção são custeadas pelos operadores portuários, e os recursos arrecadados devem ser empregados, prioritariamente, na administração e na qualificação da mão-de-obra portuária avulsa. OPERAÇÃO PORTUÁRIA Movimentação de passageiros, de movimentação de cargas ou armazenagem de mercadorias destinados ou provenientes de transporte aquaviário, realizada no porto organizado por operadores portuários. OPERADOR PORTUÁRIO Entidade que se credencia no porto para atender os navios e requisitar os Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs). Pessoa jurídica pré-qualificada para a execução da operação portuária na área do Porto Organizado.O operador portuário é responsável, perante a autoridade aduaneira, pelas mercadorias sujeitas a controle aduaneiro, no período em que essas lhe estejam confiadas ou quando tenha controle ou uso exclusivo de área do porto onde se acham depositadas ou devam transitar. OVA/DESOVA Ato de carregar e descarregar mercadorias de contêineres. P PALETIZAÇÃO Processo pelo qual vários volumes (sacos, caixas, tambores, rolos de arame, etc.) são colocados sobre um estrado ou “palete”. PALLETS Denominação dada a um estrado de madeira usado na movimentação e empilhamento de mercadorias; tabuleiro. Caracteriza-se também como um acessório de dimensões definidas, dotado de dispositivo de apoio para o garfo das empilhadeiras e conexão com os lingados, utilizado para o acondicionamento de diversos tipos de cargas, possibilitando o seu manuseio de forma unitizada. PANAMAX Nome que se dá ao navio graneleiro ou navio-tanque, cujas dimensões (275 metros de comprimento) permitem seu trânsito no canal do Panamá. PAU-DE-CARGA Tipo de aparelho de movimentação de peso que consiste numa verga (lança), que posiciona a carga suspensa por cabos. Normalmente, é fixada ao mastro e postada junto a escotilha (abertura do porão). O pau-de-carga completo é constituído de aparelho de acionamento, aparelho de lingada e guincho (fixado numa mesa de operação no convés, onde é operado pelo guincheiro). PCC Pure car carrier. Navios que só carregam carros. PDZPO Planos de Desenvolvimento e Zoneamentos dos Portos. PÉ Unidade de medida linear anglo-saxônica equivalente a 12 polegadas ou a 30,48 centímetros. PEAÇÃO Fixação da carga nos porões ou conveses da embarcação, visando evitar sua avaria pelo balanço do mar. Despeação: desfazer a peação. PESAGEM Serviço especial que o porto presta aos seus usuários, que consiste na pesagem de volumes por unidade ou de carga a granel, transportados por caminhões ou vagões. PESCANTES Equipamento instalado em solo para carregar e descarregar cargas. Não se movimenta no cais. P&I CLUB Clube de Proteção e Indenização. Entidade internacional constituída de associação de seguradores e armadores, a qual expede seguro mútuo de proteção de indenização, referentes a danos causados a terceiros pelos seus segurados e membros. PÍER Parte do cais que avança sobre o mar em linha reta ou em “L”. POITAS Blocos de concretos para segurar bóias de sinalização existentes ao longo do canal dos portos. POLEGADA Unidade de medida inglesa equivalente a 25.3995 milímetros ou, por aproximação, a 25,4 milímetros. POPA Parte posterior do navio. PORTAINER É um guindaste de grande porte utilizado para carregar e descarregar contêineres em navios. Tem uma braçadeira de levantamento especial adaptada para encaixar nos cantos do contêiner. PORTO ORGANIZADO É o porto construído e aparelhado para atender às necessidades da navegação e da movimentação e armazenagem de mercadorias, concedido ou explorado pela União, cujo tráfego e operações portuárias estejam sob a jurisdição de uma autoridade portuária. As funções no porto organizado são exercidas, de forma integrada e harmônica, pela a Administração do Porto, denominada autoridade portuária, e as autoridades aduaneira, marítima, sanitária, de saúde e de polícia marítima. PORTO SECO É um terminal alfandegário que tem a função de facilitar o despacho aduaneiro de importação e exportação longe do litoral. PÓS-PANAMAX Denominação dada a todos os navios que possuem boca maior do que a largura do Canal do Paramá (32,3 metros). PRANCHA DE CARREGAMENTO Faz parte das normas de operação dos portos, e significa a tonelagem mínima estabelecida que será operada num período de seis horas. PRÁTICO Profissional especializado, com grande experiência e conhecimentos técnicos de navegação e de condução e manobra de navios, bem como das particularidades locais, correntes e variações de marés, ventos reinantes e limitações dos pontos de acostagem e os perigos submersos ou não. Assessora o comandante na condução segura do navio em áreas de navegação restrita ou sensíveis para o meio ambiente. PROA Parte anterior do navio. PRUMO Dispositivo para determinar a profundidade da água onde está a embarcação e, às vezes, a natureza do fundo. Q QUEBRA-MARES Construção que recebe e rechaça o ímpeto das ondas ou das correntes, defendendo as embarcações que se recolhem num porto, baía ou outro ponto da costa. O quebra-mar se diferencia do molhe por não possuir ligação com a terra, enquanto que este sempre parte de um ponto em terra. QUILHA Peça disposta em todo o comprimento do casco no plano diametral, na parte mais baixa da embarcação; constitui a “espinha dorsal” do navio. Nas dosagens e nos encalhes, a quilha suporta os maiores esforços. R REBOCADOR Pequena embarcação utilizada para rebocar navios ou manobrá-los com segurança em áreas dos portos. RECEITA CAMBIAL Valor gerado pelas exportações de mercadorias. REEFER Contêiner que possui sistema de refrigeração, com câmaras frias para preservar produtos perecíveis em baixas temperaturas. ROTA Caminho seguido por uma embarcação. S SACA medida que equivale a 60 kg. SECRETARIA ESPECIAL DE PORTOS Com status de Ministério, cabe à Secretaria as atribuições e competências relativas a portos marítimos e a portos outorgados às companhias docas, estabelecidas em leis gerais ou específicas ao Ministério dos Transportes e ao Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT). SEPARADOR Estrutura flutuante, com defensas laterais, utilizada para afastar o navio do cais SHIPLOADER Carregador de navios, equipamento portuário móvel em forma de torre, com um tubo ou um túnel que é projetado para um berço, destinado ao carregamento de carga a granel através de correias transportadoras, diretamente de um armazém ou silo aos porões do navio. SILO Armazém. Podem ser verticais ou horizontais. Os verticais recebem as cargas por meio de elevadores e a expedição acontece exclusivamente por gravidade, sem uso de equipamentos. Nos horizontais as cargas são depositadas no nível do solo e, no momento de expedição, parte é transportada pela gravidade e parte com o uso de equipamentos. STRADLE CARRIER Equipamento utilizado para estocagem dos contêineres no parque de estocagem, possibilitando a superposição de três contêineres. T TÁBUAS NÁUTICAS Tábuas com auxílio das quais se calcula a posição do navio no mar, resolvendo determinadas fórmulas trigonométricas do triângulo da posição. TALHAR Jargão portuário que significa que o navio já terminou de carregar ou descarregar a carga. TARIFA PORTUÁRIA Pauta de preços pela qual a administração do porto cobre os serviços prestados aos usuários. No Paraná, são cobradas três tarifas: Infraport, Infracais e Inframar. TAXA DE OCUPAÇÃO DO CAIS Relação entre o somatório dos produtos dos comprimentos das embarcações pelo tempo de atracação de cada embarcação e o produto do comprimento do cais pelo número de dias do mês da operação. TERMINAL Ponto inicial ou final para embarque e/ou desembarque de cargas e passageiros. TERMINAL DE USO PRIVATIVO (TUP) É a instalação construída ou a ser implantada por instituições privadas ou públicas, não integrante do patrimônio do Porto Público, para a movimentação e armazenagem de mercadorias destinadas ao transporte aquaviário ou provenientes dele. TERNO É cada equipe de trabalho a bordo. Normalmente, em cada porão em que haja movimentação de mercadorias há um terno de trabalhadores escalado. TEU (TWENTY FOOT EQUIVALENT UNIT) Tamanho padrão de contêiner intermodal de 20 pés. TPA Trabalhadores Portuários Avulsos. Trabalhadores autônomos, filiados ao OGMO, que prestam serviço à atividade portuária em geral. No Paraná, estão divididos em seis categorias: estivadores, conferentes, consertadores, arrumadores, vigias e bloco. TRADE Expressão em inglês para denominar o comércio (distribuidores, representantes, atacadistas, varejistas, etc.). TRANSBORDO OU TRANSHIPMENT Transferir mercadorias de um para outro meio de transporte ou veículo, no decorrer do percurso da operação de entrega. TRANSTÊINER Equipamento utilizado no parque de estocagem, tendo como chassi ou vagões, no caso do mesmo ser assentado em linhas férreas, bem como empilhar os contêineres até uma altura máxima de quatro unidades. No caso de haver insuficiência de área de estocagem, o transtêiner é aconselhável, uma vez que possibilita melhor utilização da área disponível, objetivando o encaminhamento ao descarregamento ou estocagem. TRAPICHE Armazém de mercadorias junto ao cais. TURNO Cada uma das divisões do horário de trabalho. Nos Portos do Paraná existem quatro turnos de seis horas. TWISTLOCKS Tratam-se de pequenas peças colocadas em cada canto de cada contêiner que o prende aos demais contêineres acima e abaixo dele. V VAZANTE Movimento descendente do nível do mar, que começa na preamar e culmina com a baixa-mar, durando em média um período de seis horas. 2. Refluxo. 3. Maré descendente. VIGIAS Trabalhadores pagos pela agência marítima (que é representante do armador) para vigiar o navio.  

Quem Somos

Somos o órgão responsável pela gestão da mão-de-obra portuária avulsa no porto de Santarém, conforme descrito na Lei Nº 8630, de 25 de fevereiro de 1993, Art. 18, que determina aos operadores portuários a constituir, em cada porto organizado, um órgão gestor de mão-de-obra portuária avulsa, tendo como finalidade: administrar o fornecimento da mão-de-obra do trabalhador portuário e do trabalhador portuário avulso; manter, com exclusividade, o cadastro do trabalhador portuário e o registro do trabalhador portuário; promover o treinamento e habilitação profissional do trabalhador portuário, inscrevendo-o no cadastro; selecionar e registrar o trabalhador portuário; estabelecer o número de vagas, a forma e a periodicidade para acesso ao registro do trabalhador portuário avulso; expedir os documentos de identificação do trabalhador portuário; arrecadar e repassar, aos respectivos beneficiários, os valores devidos pelos operadores portuários, relativos a remuneração do trabalhador portuário avulso e aos correspondentes encargos fiscais, sociais e previdenciários.

Concursos

Abaixo os links para download de arquivos referente ao concurso OGMO Santarém 2015. Edital de Abertura Anexos Edital Concurso OGMO 001-2015 – Completo GABARITO PRELIMINAR ESTIVA GABARITO PRELIMINAR ARRUMADOR GABARITO PRELIMINAR CONFERENTE FORMULÁRIO RECURSO GABARITO Prova de Estivador Prova de Arrumador Prova de Conferente EXTRATO RESULTADO RECURSOS GABARITO DEFINITIVO ESTIVA GABARITO DEFINITIVO ARRUMADOR GABARITO DEFINITIVO CONFERENTE RESULTADO FINAL ESTIVADOR RESULTADO FINAL ARRUMADOR RESULTADO FINAL CONFERENTE HOMOLOGAÇÃO FINAL DO CONCURSO E CONVOCAÇÃO DOS APROVADOS TERMO DE DESISTÊNCIA Alterações devido a desistências de candidatos: RESULTADO FINAL ARRUMADOR 2 RESULTADO FINAL CONFERENTE 2 Demais candidatos que necessitarem de suas notas, favor enviar um e-mail para concurso@ogmosantarem.com.br informando seu nome completo, número de incrição e cargo pretendido. Para conteúdo programático favor visualizar o anexo II. Estes arquivos necessitam de um visualizador de PDF.